A diversidade de expressão flui na vida do jovem e deve fazer parte do processo de formação no ambiente educacional. A comunicação une e cria a identidade daqueles que dividem o espaço e o tempo de convivência. A revista A Cova institui-se como um instrumento de expressão estudantil, com um toque de tradição e muita autenticidade.
Aqui temos um exemplo de que a vida universitária vai muito além das salas de aula. São os espaços coletivos, as histórias transmitidas e os ritos compartilhados que fortalecem o senso de pertencimento e tornam o campus um território vivo.
É nesse espírito que a revista semestral A Cova, organizada pelo Departamento de Imprensa e Divulgação (DID), encontra sua razão de ser. Cada edição é resultado do trabalho de um grupo específico de estudantes, e a mais recente foi conduzida por Elmano (turma T28) e pelos membros da DID. A publicação ocorre semestralmente e tem como propósito registrar e compartilhar o que acontece no H8, ampliando a voz dos estudantes e preservando a memória cultural iteana.
O exemplar do segundo semestre de 2025 está disponível ao final deste post. Aproveite para dar uma espiada no que acontece dentro do território iteano.

Um pouco sobre a tradição da “Cova Dela”
O nome da revista foi inspirado em uma tradição iteana. Entre elas, poucas são tão emblemáticas quanto a Cova Dela, canção e ritual que atravessam gerações no ITA.
Sua origem remonta à década de 1950, quando o Profeta Acyr Costa Schiavo (turma de 1953) introduziu a música no cotidiano do H8 (nome da residência estudantil no ITA). De provável raiz nordestina ou sertaneja, a melodia foi incorporada ao ambiente estudantil, entoada pelos bixos (calouros) em trotes e encontros, até chegar ao chamado “túmulo do Profeta Acyr”. Em clima de humor e irreverência, com lençóis brancos e cantoria em coro, os estudantes encontram uma forma de integração, expressão e memória coletiva ao realizar o ritual da Cova.
Mais do que uma canção, a Cova Dela tornou-se símbolo de passagem e identidade. Sua letra, repleta de ironia, reforça a ideia de que o pertencimento ao ITA é marcado tanto pelo rigor acadêmico quanto pelos momentos simbólicos de partilha e celebração.
Celebrar a Cova Dela é também reconhecer que a vida universitária se constrói de lembranças, encontros e tradições. São esses elementos que moldam não apenas profissionais competentes, mas cidadãos conscientes, capazes de valorizar o passado enquanto constroem o futuro.
