O professor que cuida: quando orientar também é promover saúde

Na universidade, o conhecimento circula em muitas direções, e o cuidado pode ser uma delas. Professores que acompanham de perto os estudantes, especialmente nos primeiros anos da graduação, muitas vezes percebem sinais que vão além do desempenho acadêmico: noites mal dormidas, estresse constante, dificuldade de adaptação.

Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana“. Carl Jung 

Pensando nisso, foi criado um curso de educação em saúde voltado a docentes que atuam como conselheiros no ITA. A proposta era simples: ampliar a consciência sobre autocuidado e oferecer ferramentas para apoiar os alunos com mais presença e sensibilidade. Ao longo da formação, muitos reconheceram o valor de rever seus próprios hábitos e de estar mais preparados para conversar sobre saúde no dia a dia acadêmico.

Quando o professor cuida de si e compartilha esse cuidado, ele se torna ponte. Não se trata de ter todas as respostas, mas de abrir espaço para escuta, orientação e pequenas mudanças que fazem diferença. Promover saúde na universidade também é isso: criar uma cultura em que ensinar e cuidar caminham juntos.

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Ensinar com escuta: a saúde começa na conversa

Essa experiência mostrou que promover saúde na universidade não exige grandes estruturas, mas disponibilidade para olhar, escutar e acolher. Quando professores se aproximam dos alunos com atenção e cuidam também de si, criam um ambiente mais humano, onde aprender e viver se tornam processos mais equilibrados. Pequenos gestos, conversas simples e exemplos cotidianos podem ser o ponto de partida para uma cultura de cuidado que transforma o campus em um espaço de bem viver.

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